É muito comum, senão quase regra geral, as empresas terem estampadas em quadros bem dispostos em lugares de ampla visibilidade suas declarações de missão. Tais enunciados recorrentemente se preocupam em apresentar uma série ampla de propósitos vestidos quase exclusivamente com a terminologia dos interesses sociais.
Não que as empresas não devam atender propósitos sociais, pelo contrário. Ocorre, contudo, que uma empresa é constituída com o propósito precípuo de gerar lucros. Ou seja: atender o cliente, contribuir para o avanço tecnológico, etc. são meios, não um fim. O que se faz com o lucro é uma outra questão.
Para gerar lucros uma empresa precisa, antes de tudo e acima de tudo, de pessoas. Uma empresa não existe, o que existe são as pessoas. Portanto, a capacidade de geração de resultados e os esperados benefícios sociais dependem da habilidade e da competência dos indivíduos.
Gradativamente, mas de forma acelerada, particularmente a partir de 1994 no Brasil, as organizações têm dado ênfase crescente a uma multiplicidade de competências que, se agregadas inteligentemente, permitem que se usufrua importantes ganhos operacionais.
Nos períodos de inflação extremamente elevada os ganhos financeiros podiam suplantar com folga os prejuízos resultantes de uma atividade conduzida de forma pouco competente. Exagerando um pouco, apenas para salientar, pode -se dizer que um bom gerente financeiro alicerçado em um faturamento expressivo e com um razoável relacionamento bancário "tocava todo o negócio", carregando como contra peso as demais áreas da empresa.
Os ganhos financeiros são altos ainda, mas a redução do ritmo de inflação, além dos muitos outros benefícios, trouxe o realismo dos ganhos assentados nas atividades produtivas. Quer dizer: as empresas precisam concentrar suas atenções naquilo que fazem. O papel de grandes, médias ou pequenas coletorias não mais pode sustentar atividades lucrativas perenes.
Sendo as empresas a expressão coletiva de pessoas com propósitos estabelecidos, é natural que tais mudanças no cenário da economia produzam reflexos sobre o perfil dos profissionais que compõem os mais diversos tipos de empresas.
Hoje uma empresa precisa valer-se de pessoas com diferentes formações, conhecimentos e habilidades. Fala-se muito em times. O sucesso de um time de futebol, por exemplo, depende essencialmente dos jogadores e do arranjo estabelecido: é preciso ataque, meio de campo e defesa, juntos e de forma articulada. Quem ataca, precisa atacar com eficácia, quem defende precisa dar segurança, e quem faz o meio de campo precisa efetivamente ligar.
Gerir nesse ambiente é mais complicado. Há muito a ser observado. Os detalhes fazem a diferença. É preciso estar preparado. Estar preparado não é necessariamente fazer cursos, mas principalmente ter uma postura orientada para o conhecimento.
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