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Trinta
e cinco trabalhos concorreram
ao segundo Prêmio de Excelência
em Varejo. Desse total, 12 foram
escolhidos para compor esta coletânea,
pela qualidade e pelo interesse
para os estudiosos e praticantes
do comércio varejista.
Os trabalhos selecionados foram
produzidos por pesquisadores sediados
em diversas unidades da Federação
- São Paulo, Rio Grande
do Sul, Minas Gerais e Rio Grande
do Norte -, e essa procedência
variada atesta dois fatos. Primeiro,
o concurso do jornal Folha de
S. Paulo e do PROVAR - Programa
de Administração
de Varejo da Fundação
Instituto de Administração,
instituição conveniada
com a FEA/USP, está ganhando
abrangência nacional. Segundo
fato: além do PROVAR em
São Paulo, já existem
grupos e instituições
em outros Estados dedicando-se
ao estudo do varejo, o que não
acontecia há poucos anos.
É de se supor que parte
desse interesse pelo estudo do
varejo pode ser creditada ao exemplo
do PROVAR, que, cinco anos atrás,
ao ser criado, denunciou a carência
de trabalhos acadêmicos
sobre o setor e, desde então,
tem-se empenhado em supri-Ia.
Outra
diversidade digna de menção
no conjunto dos trabalhos selecionados
para este livro é a dos
temas abordados. Ela decorre de
o varejo brasileiro ser um setor
econômico multifacetado,
que se moderniza e se modifica
incessantemente. Já vão
longe os tempos em que o varejo
era um elo passivo na cadeia que
começa nas empresas manufatureiras
e termina no consumidor final.
Hoje, ele se coloca na cadeia
de consumo como um elemento tão
importante quanto o fabricante
dos produtos que comercializa.
Administrar o varejo como elo
essencial dessa cadeia é
uma necessidade para o varejista
moderno, e dois dos textos do
livro enfocam a gestão
varejista por esse ângulo.
São o trabalho de Hiroo
Takaoka e Paulo Navajas, que avalia
as vantagens para o varejista
do intercâmbio eletrônico
de dados com o fabricante, e o
de Sylmara Gonçalves Dias,
que ressalta a importância
que tiveram os canais de distribuição
na ampliação do
mercado do microcomputador no
Brasil.
Não
se pode falar de varejo moderno
sem citar o primado do consumidor,
no qual os serviços oferecidos
pela empresa varejista desempenham
papel de primeiro plano. Dois
dos textos do livro tratam desse
aspecto no varejo. Um, o de Valéria
de Souza Fonseca e colegas, pesquisa
a qualidade do atendimento em
uma cadeia mineira de lojas de
bens duráveis. Outro, o
de Paulo Meira e Filipe Costa,
assemelha o shopping center a
uma empresa varejista e investiga
qual seria o mix ideal de serviços
a ser dispensado ao consumidor,
recorrendo a exemplos gaúchos.
Há, na coletânea,
outro trabalho sobre shopping
centers, o de Fernando Potsch
e José Carlos de Souza,
porém ele não trata
de serviços ou atendimento
ao consumidor, mas do relacionamento
entre administradores do empreendimento
e lojistas, tema ainda pouco explorado
na literatura brasileira sobre
centros comerciais.
Supermercados
são o segmento de maior
peso econômico no varejo
contemporâneo, quando se
adota a conceituação
mais aceita do setor, que dele
exclui o comércio de veículos
e o de combustível. Eles
aparecem nesta coletânea
no trabalho de Franklin de Souza
e Ana Patrícia Rodrigues
Leite, que, em estudo exploratório,
procuram identificar as principais
práticas de marketing empregadas
pelos supermercados da cidade
de Natal, no Rio Grande do Norte.
O texto de José Luís
Neves também pode ser considerado
como relacionado a supermercados
ou hipermercados, pois diz respeito
à entrada da maior empresa
varejista do mundo em vendas,
o Wal-Mart, no mercado brasileiro.
O autor tenta extrair ensinamentos
do caso, que seriam de valia para
outros varejistas internacionais
interessados no mercado brasileiro.
Um terceiro trabalho da coletânea,
que ainda pode ser incluído
entre os que guardam relação
com supermercados, é o
texto de Sandra Abrahão
França e João Paulo
Lara de Siqueira, sobre comércio
virtual. A nova técnica,
dissecada pelos dois autores,
não deverá restringir-se
apenas ao segmento supermercadista
do varejo, mas é por ele
que ela está sendo introduzida
no Brasil.
O
pequeno varejista não foi
esquecido na obra. O trabalho
de Nathalie Nakamura está
voltado para o pequeno comerciante
e discute diversos aspectos do
composto promocional (propaganda,
relações públicas
etc.). Há sugestões,
inclusive, quanto à promoção
cooperativa, uma forma de os pequenos
competirem de igual para igual
com os grandes, nesse componente
do composto de marketing. Por
sua vez, a capitalização
da empresa varejista brasileira
está presente no texto
de Rubens Famá e Eydi da
Costa Cesário. Eles explicam
como os depositary receipts podem
servir para levantar fundos para
o varejo nacional. Já Adilson
Adão Borges, em seu texto,
estuda a influência da teoria
comportamental sobre o ambiente
da loja e sobre a disposição
dos produtos na mesma.
Last
but not least, o último
artigo a ser comentado nesta apresentação
é o de John Cymbaum, que
discute as mudanças impostas
pelo novo varejo brasileiro à
área de recursos humanos.
Com base em dissertação
de mestrado recentemente defendida
na Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade (FEA) da Universidade
de São Paulo, no âmbito
do PROVAR, o autor analisa o perfil
do profissional que o varejo atual
está demandando. Também
procura saber de que modo esse
profissional pode ser formado
e atualizado. É um trabalho
que, sem dúvida, interessa
a todos os segmentos desse importante
setor da moderna economia brasileira,
que é o varejo.
Em
suas várias diversidades
- de origem geográfica,
de segmento abordado e de técnicas
utilizadas -, os 12 trabalhos
deste livro têm um objetivo
comum: servir como material de
estudo e de referência tanto
para o acadêmico quanto
para o administrador envolvido
com o varejo. É importante
frisar aqui que esse objetivo
só pode ser alcançado
graças ao apoio dado ao
PROVAR pela Folha de S. Paulo,
pela Editora Atlas, pela KPMG
e pelos autores dos textos. Em
nome do primeiro, agradecemos
à Folha, à Atlas,
à KPMG e a todos os autores
que enviaram textos. Aos que vierem
a consultar a obra, desejamos
uma leitura proficua.
TEMAS ABORDADOS NESTE LIVRO
| INTERCÂMBIO
ELETRÔNICO DE DADOS
(EDI); |
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CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
NA INDÚSTRIA DE MICROCOMPUTADORES;
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|
VAREJO BRASILEIRO E O CASO
WAL-MART; |
| SERVIÇO
AO CLIENTE; |
| QUALIDADE
DE ATENDIMENTO; |
|
RELACIONAMENTO ENTRE ADMINISTRADORES
E LOJISTAS DE SHOPPING CENTERS;
|
| PROMOÇÃO
E O PEQUENO VAREJISTA; |
|
ESTRATÉGIAS DE MARKETING
EM SUPERMERCADOS; |
| GESTÃO
DE RECURSOS HUMANOS; |
| CAPITALIZAÇÃO
DAS EMPRESAS BRASILEIRAS
DE VAREJO; |
| COMÉRCIO
VIRTUAL; |
| DISPOSIÇÃO
DE PRODUTOS NO VAREJO. |
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