Fim do arrolamento de bens

Em 28/03/2007, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI),
derrubou a exigência arrolamento de bens no valor de 30% (trinta por cento) da exigência fiscal na admissão de recursos ao Conselho de Contribuintes da Fazenda (CC), por considerá-la uma forma de cerceamento de defesa dos contribuintes. Como conseqüência lógica, os contribuintes poderão solicitar o desentranhamento do termo de arrolamento ou o cancelamento da informação de arrolamento nos órgãos de registro. Cabe ressaltar, que a referida decisão está pendente de formalização do acordão no Supremo Tribunal Federal.

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Por que investir em prevenção de perdas?

A falta de cuidados com os produtos pode atingir diretamente o caixa de uma empresa e comprometer a gestão dos negócios. Furto, danos gerados pelo manuseio incorreto e problemas com fornecedores podem originar, entre outros fatores, as famosas perdas tão temidas pelo varejo. Leia o que os coordenadores do Grupo de prevenção de perdas do Provar, Patrícia Vance e Marcelo Figueira Júnior, têm a dizer sobre o assunto em mais um artigo que celebra a parceria entre a VIEW e o Provar.

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Conscientizar é preciso! Viver, mais ainda!

A pessoa humana é o elemento por onde a segurança da informação acontece na organização. Cada dia que passa, fico mais convencido que o usuário é a última milha para alcançarmos o nível de proteção adequado. As organizações que não consideram este fato poderão até desenvolver técnicas e processos, porém não serão efetivas na proteção.
Para desenvolver pessoas em segurança da informação é necessário conscientizar e treinar os usuários de uma maneira sob medida para cada organização. Isto exige recursos financeiros, tempo das pessoas, alinhamento com a estratégia de negócio, planejamento de atividades e trabalho constante. Não basta apenas a diretoria assinar o cheque. Toda organização tem que se comprometer!

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Crime no local de trabalho - Alguns Aspectos Psicológicos

O fenômeno da desonestidade de funcionários e do comportamento criminoso no local de trabalho resulta em um grande impacto financeiro e moral no negócio. Os fenômenos transcendem culturas e etnias e parecem ser um motivo de preocupação para qualquer economia no mundo. As estatísticas, que se referem a apenas um aspecto de crime no local de trabalho - furto por funcionários -, são alarmantes: de acordo com um estudo do Departamento Americano de Comércio, de 2001, a desonestidade de funcionários resulta anualmente em um custo excedente de US$ 50 milhões a empresas americanas. A Câmara Americana de Comércio estima que 75% de todos os funcionários furtam pelo menos uma vez e que metade destes roubam de novo... e de novo. A Câmara também relata que um em três negócios quebra como resultado direto do furto por funcionários. Executivos de Prevenção de Perdas, em resposta à 2001 National Retail Security Survey da Universidade da Flórida, atribuem 45,9% de suas perdas ao furto por funcionários. De acordo com o recentemente divulgado 2001 National Retail Security Survey, os varejistas americanos perderam mais de $33,2 bilhões devido ao furto por funcionários. De acordo com oficiais do serviço público americano, nenhuma outra forma de apropriação indébita é tão custosa quanto o furto por funcionários. Os resultados do Canadá, Brasil e Austrália refletem tendências similares às dos Estados Unidos.

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O Ponto de Equilíbrio

Muitos gestores do varejo têm questionado fortemente a Prevenção de Perdas, sobre o método de exposição de produtos que vem sendo utilizado para inibir os furtos externos de "mercadorias com alta quebra" das lojas.

O argumento principal do questionamento tem sido o fato de que ao se reduzir a quantidade exposta de um determinado produto, ou seja, ao se optar pela utilização de dispositivos de proteção inibidores, sejam eles de contato ou de acesso ao cliente, há uma quebra do conceito de auto-serviço, tornando a exposição bem menos agressiva, incorrendo-se o risco de reduzir o impulso de compra dos clientes, que perdem o acesso físico a determinados produtos.

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A Prevenção de Perdas no Pequeno e Médio Varejo Supermercadista

O varejo supermercadista brasileiro movimentou no ano de 2002, segundo a ABRAS(Associação Brasileira de Supermercados), aproximadamente R$ 80 bilhões. Esta cifra representa aproximadamente 6% do PIB (Produto Interno Bruto), o que revela o peso deste negócio no panorama econômico brasileiro. Cerca de 50% das vendas são geradas por 20 empresas, reforçando a tendência de concentração de receita ocorrida, em especial, nas duas últimas décadas. Esta disparidade entre as grandes cadeias supermercadistas e o pequeno varejista não está limitada apenas à concentração de receita, mas aprofunda-se no emprego de ferramentas de gestão e tecnologia, impactando diretamente nos resultados das respectivas empresas. Até 1994 o varejo, em especial o supermercadista, tinha em sua gestão financeira a principal fonte de resultados, pois em um ambiente hiper-inflacionário, que chegou ao índice de 82,18% ao mês (INPC março/1990), pouco interessava à administração dos negócios a eficiência na operação comercial, bem como na gestão dos produtos ou ainda no treinamento de seus colaboradores, mas sim na rapidez com que o dinheiro poderia migrar do caixa para o banco, para que as taxas de overnight pudessem remunerar os recursos financeiros.

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Profissão Prevenção

Um dos maiores desafios dos profissionais de Prevenção de Perdas no mercado não tem sido desenvolver técnicas diferenciadas de combate as perdas, mas sim divulgar como devem ser entendidas suas novas funções no contexto da empresa, mais do que isso, fazer acreditar no diferencial estratégico do tema.
Estigmatizados como profissionais de "Segurança de operações", o mercado sem domínio dos novos parâmetros, ainda tem demandado profissionais com passado ligado a atividades policiais para a ocupação de cargos de liderança nessa área.
Esse paradigma tem se concretizado pela insistência dos administradores em concentrar, seus esforços de redução de perdas principalmente nas questões relacionadas a furtos e / ou fraudes de mercadorias e numerários.

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Administrando as perdas: a geração e sustentação de vantagens competitivas no varejo brasileiro

Há alguns anos atrás, quando as taxas de inflação atingiam cifras de até três dígitos as aplicações no mercado financeiro chegavam escondiam as perdas geradas nas operações comerciais. O acumulo de estoques impediam que as perdas fossem percebidas. Neste cenário, os empresários do varejo preferiam concentrar os esforços na área financeira.
A estabilidade da moeda e a implementação da automação de loja (otimizando o controle de estoque) trouxeram realismo as atividades comerciais. A redução substancial das taxas de evolução dos preços diminuiu significativamente os ganhos inflacionários. Por outro lado a automatização dos sistemas permitiu a obtenção de informações mais rápidas e acuradas sobre todas as etapas da operação varejista.
O varejo hoje desenvolve suas atividades em um ambiente de economia aberta. Em tais condições os consumidores conseguem estabelecer comparações mais nítidas para a aquisição de bens e a contratação de serviços. Certamente esta maior clareza do valor dos bens e serviços estimula a competição, que também é ampliada pelas atração de novas empresas varejistas estrangeiras.
Nesse ambiente agressivo, a busca por eficiência e diferenciais competitivos são preocupações constantes. Melhores resultados podem ser alcançados com aumento das vendas e a redução de gastos.
No Brasil não existe muita preocupação com relação às perdas na atividade varejista, tornando difícil a obtenção de dados nesse campo. Não há consenso quanto à forma de expressar as reduções indesejadas de estoque: se como uma porcentagem do faturamento, ou do próprio estoque. Isso já é um indicador da precariedade da prevenção de perdas em nosso país.
As empresas vêm procurando ajustar-se as novas condições. Um avanço importante consiste no aperfeiçoamento das técnicas de prevenção de perdas, cujos resultados impactam sensivelmente a rentabilidade das organizações comercias.

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Análise financeira da prevenção de perdas no varejo

A análise financeira pode ser decisiva para se obter sucesso na implantação e continuação de estratégias de prevenção de perdas no varejo. A utilidade desse tipo de enfoque é demonstrada por meio de um estudo que analisa o impacto financeiro do furto externo em uma hipotética loja de roupas masculinas. O estudo inclui o acompanhamento do item roubado desde o seu pedido original até o momento em que é feito um novo pedido para a reposição do furto, comparando essas perdas a outras perdas financeiras sofridas pela empresa e avaliando os custos das medidas preventivas contra o furto externo. Também é discutida a necessidade de maiores elos de ligação entre os profissionais do ramo e a comunidade acadêmica.

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A importância da prevenção de perdas

Cerca de US$ 37,4 bi foram as perdas decorrentes de diferenças de inventário no varejo americano, representando 1,6% das vendas apuradas por esse setor da economia. Com uma margem média de 3,5%, é possível entender por que a área de Prevenção de Perdas é considerada prioritária para os varejistas norte-americanos, ocupando uma vice-presidência dentro dos organogramas de grandes empresas. 

Em um ambiente de elevada concorrência e de consumidores maduros, há pouca flexibilidade para elevações nos preços. No entanto, a Prevenção de Perdas atua em áreas de autonomia da empresa, com ênfase não só com a redução de furtos, mas também com a minimização de quebras e de trocas de produtos. Em muitos casos, a perda pode ser evitada a partir do envolvimento e treinamento dos colaboradores, como fica explícito na gestão de produtos perecíveis em supermercados. Em outros, o investimento em equipamentos de segurança e na capacitação dos colaboradores deve ser efetuada em conjunto, contribuindo para a redução de ações ilícitas dentro da empresa, seja por "clientes", por colaboradores ou por fornecedores.

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