

Um leitor atento vai imaginar que o autor errou ao escrever o título deste artigo: faltou um “d”. Mas a intenção
foi justamente separar “Inteligência” e “Mercado”, e depois juntar os dois.
Inteligência, no sentido literal, significa a capacidade de compreender e relacionar diferentes tipos de informação. Quando se constrói uma informação a partir de outras existentes, dissemos que foi algo inteligente.
Com o passar dos dias e com o aumento da necessidade de informação, o conceito de inteligência se expandiu. Atualmente, o número de informações passou a ser tão grande e tão abundante, que é preciso saber, antes de ligar os pontos, quais informações realmente são importantes juntar. A inteligência que se valoriza hoje passou a ser a capacidade de selecionar previamente o que é muito importante do que é pouco importante.
Esse conceito se amplia no mesmo instante que o mercado passa a ser um termo cada vez mais abrangente. Quando eu era criança, “mercado” era onde a gente comprava comida. Hoje em dia, meus filhos já crescem sabendo que Mercado é uma coisa vagamente organizada, composto por empresas que disputam o consumidor (ou o cliente) através de estratégias preferencialmente inovadoras e muitas vezes agressivas, sendo que o foco central é ganhar cada vez mais vantagem sobre as outras. Talvez o termo “comer” aqui possa até ser usado. Em um sentido, no fundo as empresas querem mesmo é eliminar as outras.
Esse nível de competição obrigou os profissionais a se ajustarem à realidade de obter informações dos concorrentes, dos clientes, características e tendências de produtos, desenvolver estratégias, implementar, colher resultados e influenciar pessoas a agirem dessa forma. E não há uma única área dentro das empresas que esteja alheia a esse tipo de competição e de exigência. Todos, sem exceção, devem ajudar a pensar dessa forma.
Esse contexto faz com que os profissionais que se preocupam em buscar no estudo uma forma para melhorar o seu desempenho nas empresas (ou mesmo para criar sua empresa) tenham dificuldade em saber exatamente o que estudar. A dúvida sempre é: eu devo ser um super especialista em alguma coisa ou procurar manter uma visão abrangente sobre o mercado e desenvolver inteligência sobre as informações?
Não há uma resposta para todas as funções e atribuições, mas aqueles com visão sistêmica têm obtido vantagem sobre aqueles de visão profunda. Exemplos não faltam: