
Diante do cenário brasileiro atual de crise econômica e desemprego crescente, o varejo ainda se destaca como um setor que mantém um número considerável de postos de trabalho. Assim como a Revolução Industrial transferiu trabalhadores do campo para as indústrias, o processo de globalização está diminuindo o número de postos de trabalho na indústria. E este excedente de mão-de-obra está migrando de forma natural para o setor terciário, mais especificamente para o comércio. Segundo dados da Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados – e do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – houve crescimento do emprego no setor comercial de quase 54% nos últimos anos da década de 90, em São Paulo. Este crescimento, contudo, ocorreu de forma pouco estruturada, seja pela baixa profissionalização da mão-de-obra do varejo ou pela baixa prioridade como opção vocacional que as parcelas mais qualificadas da população têm por este setor da economia.

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