
Com o Plano Real importantes transformações ocorreram na dinâmica do mercado de consumo. As preocupações com os aspectos estritamente operacionais, ou seja, diretamente vinculadas à gestão da atividade comercial, não eram prioritárias na gestão das empresas varejistas. O fato é que eventuais erros associados à operação podiam ser facilmente superados graças a aplicações financeiras bem definidas. Com a queda dos níveis de inflação e a estabilidade da moeda essas condições foram substancialmente alteradas. Passou a ser essencial o que anteriormente eram apenas aspectos secundários. Um desses pontos diz respeito ao dimensionamento e controle das perdas decorrentes da atividade de comercialização: furto ou roubo de mercadorias, erros administrativos e problemas logísticos. O propósito deste artigo é o de apontar algumas evidências que assinalam na direção da existência de um viés de ancoragem no dimensionamento das perdas nas empresas varejistas. O viés de ancoragem ocorre quando o julgamento é baseado em um valor ou evento inicial gerando decisões ilógicas.

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