
A crescente urbanização que ocorre em cidades como São Paulo, localizadas em países tidos como em desenvolvimento, tem sido frequentemente observada e documentada há muito tempo. Esta metrópole apresentou um crescimento de 1,5 milhão de pessoas entre 1980 e 2000 (Prefeitura do Município de São Paulo). Tal expansão representa uma séria preocupação com a provisão de serviços sociais e suprimento do já elevado déficit habitacional registrado para esta cidade. A preocupação com estes fatos tem levado à discussão de alguns programas de política urbana por parte de governantes, políticos, empresários, organizações não governamentais e o próprio Banco Mundial. Infelizmente, entretanto, muito pouca atenção tem sido dada à distribuição dos custos e benefícios gerados por tais programas. É importante frisar que alguns dos objetivos destes programas devem se referir à criação de projetos de urbanização que descrevam o fornecimento de serviços a serem utilizados pela população, além é claro, do conjunto de características atribuídas a estes serviços.

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